Rebecca Cristina Robinson (Zig), uma ex-piloto de testes da NASA de 46 anos, lida hoje com um zumbido constante em seu ouvido e com lacunas graves de memória sobre sua última missão espacial em 2030. Enquanto orbitava a Lua, ela vivenciou um fenômeno inexplicável: cores misteriosas que transitavam do violeta ao verde apareciam na periferia de sua visão e invadiam a cabine, apesar de não serem detectadas pelos radares. Em meio ao pânico, seu ouvido falhou e a nave perdeu o controle, entrando em uma rotação violenta e desgovernada que comprimiu sua coluna contra o assento. Quando o computador de bordo estabilizou a nave, ela encontrou seu colega de tripulação, Dr. Brink, já sem vida e em uma posição física antinatural. Rebecca acordou na Terra em uma clínica médica, com a coluna imobilizada e sequelas auditivas permanentes, convencida de que haviam feito um “contato de primeiro grau”.
Atualmente, Rebecca tenta manter uma rotina sóbria trabalhando como professora de novos recrutas no Centro Espacial Belga, ocultando uma personalidade desorganizada debaixo de sua postura firme e intimidadora. Ao mesmo tempo, seu ex-marido Bradley McKinley, um experiente biólogo e químico da NASA, encerra seu expediente analisando culturas terrestres que haviam sido expostas à alta atmosfera. Ele se depara com uma contaminação inexplicável e espontânea na placa de cultura número 137, que servia como amostra de controle perfeitamente estéril e lacrada. Desafiando o protocolo automático do software, que exigia o descarte imediato, Bradley inspeciona a amostra no limite do zoom de seu microscópio e descobre que a anomalia microscópica não possui correspondência conhecida, o que desperta nele uma curiosidade científica que decide investigar em segredo.
Mais tarde naquela noite, Bradley e Rebecca compartilham momentos domésticos com os filhos Mila (19 anos) e Luke (16 anos), que se dividem entre as casas próximas dos pais divorciados, mas amigáveis. Bradley desafia Luke a provar seus conhecimentos práticos montando um transmissor de rádio na garagem, enquanto negociam a futura restauração de uma carcaça de moto que Luke deseja ganhar. A rotina familiar prossegue com um jantar improvisado onde Bradley leva frango frito e salada para comer com Rebecca e os filhos. Entre as conversas descontraídas, revelam-se dinâmicas complexas: Mila sai às escondidas para evitar o pai, Luke esconde seus problemas de fiação escolar e Rebecca tenta mediar as tensões típicas da adolescência e o sentimento de ausência gerado pela separação.
A sós no carro de Rebecca estacionado na garagem, Bradley revela que a amostra exótica e incomum que descobrira sumiu de forma misteriosa de seu laboratório após o fechamento abrupto do projeto. Rebecca, sentindo o zumbido em seu ouvido intensificar-se com a revelação, confessa os detalhes de sua última missão e a morte do Dr. Brink, indicando que as amostras que Bradley analisava podem ter vindo daquela órbita lunar de 2030. Bradley teoriza seriamente de que um parasita extraterrestre pode ter entrado pelo ouvido de Rebecca e afetado seu cérebro, justificando o apagão de memória e o chiado contínuo. Decididos a obter respostas, Bradley planeja usar seus acessos secretos na NASA e esconde cópias físicas dos padrões biológicos e documentos plastificados dentro do carburador de sua motocicleta para protegê-los de investigações externas.